Recentemente, a revista Vero repercutiu a posição do SinHoRes como um dos principais apoiadores da vinda da Companhia de Entrepostos e Armazéns Gerais de São Paulo (Ceagesp), o chamado Novo Ceasa, para a região de Alphaville.

Para o presidente do sindicato patronal, Edson Pinto, a possível transferência do Novo Ceasa para a região trará benefícios aos negócios, especialmente de Hotelaria, Turismo e Gastronomia, e ao desenvolvimento da cidade, como na geração de emprego e renda. “O Novo Ceasa tem tudo para se tornar uma área de grande lazer para a população, ainda mais em um local acessível para todos. Uma estrutura nova, moderna, com diversidade nos serviços oferecidos, comodidade e mobilidade facilitada representa um benefício enorme aos negócios e ao desenvolvimento da cidade em que se instalará. A vinda dele para Santana de Parnaíba enriquecerá muito toda a região e seu entorno. Por isso, afirmamos todo nosso apoio e desejo em contribuir para o sucesso desse projeto! Também nos colocamos à disposição para o que for necessário”, afirmou Edson.

A seguir, confira a matéria da revista Vero.

Vista aérea do complexo

A possível transferência da Companhia de Entrepostos e Armazéns Gerais de São Paulo (Ceagesp) para a região de Alphaville vem causando discussões entre moradores. Trata-se ainda de um estudo. Além dele, há mais três sendo analisados pelo Governo do Estado de São Paulo. No entanto, são grandes as chances de que o projeto seja mesmo instalado por aqui.

Encabeçado pela empresa Ideal Partners, o estudo do Novo Ceasa vem sendo planejado por um colegiado, chamado Ceasp, há muito tempo, desde 2008.

O Sindicato Patronal de Hotéis, Restaurantes, Bares e Similares de Osasco, Alphaville e Região é um dos apoiadores e acredita que a mudança do Entreposto para cá trará benefícios aos negócios e ao desenvolvimento de toda a região. “Uma gama enorme de atividades será impactada positivamente. Especialmente, a hotelaria, o turismo e a gastronomia. Além disso, o entreposto contará com nova estrutura, modernização, maior diversidade nos serviços oferecidos, comodidade e mobilidade facilitada”, informou em comunicado ao consórcio Ceasp.

O local escolhido

O estudo defende que o trecho oeste do Rodoanel Mário Covas, em Santana de Parnaíba, é a melhor escolha. Mais precisamente, na altura do km 10. O terreno, de propriedade privada, tem 408,68 hectares e está desocupado, sem áreas construídas e sem ocupações informais. Os acessos ao entreposto se dão: ao norte, pela Rodovia Anhanguera (SP-330) e, ao sul, pela Castelo Branco (SP-280). No entanto, também haverá um acesso exclusivo por Alphaville, pela Estrada Paiol Velho. Porém, segundo o consórcio, os caminhões só terão acesso para carga e descarga através do Rodoanel, não utilizando vias importantes de Alphaville e Tamboré, principal ponto que vem sendo questionado pelos moradores (Veja mais no tópico Trânsito).

O projeto

Além do Ceagesp, o Novo Ceasa também vai abrigar a Zona Cerealista. Unindo, assim, os dois maiores centros de abastecimento de alimentos, que ficam hoje em lugares diferentes de São Paulo. E isso é uma das premissas do Governo de São Paulo.

O complexo será composto por seis platôs. O primeiro concentra as funções logísticas e está atrelado ao transporte de cargas. O segundo platô é o pavilhão de frutas, legumes e verduras. O terceiro reúne os produtos destinados à comercialização na zona cerealista. Esses três estão ligados exclusivamente ao Rodoanel Mário Covas. Já os platôs 4, 5 e 6, que reúnem, além do galpão de flores, atividades complementares, como serviços, lazer, restaurantes, hotel e centro de informações, serão acessados por Alphaville.

 

As edificações do platô 5 serão destinadas às atividades complementares: comercialização de flores, bancos, poupatempo, centro de convenções, entre outros.
Vista do galpão de flores

Uma das novidades do Novo Ceasa em relação ao atual Ceagesp é que proteínas de origem animal, como carne bonina, suína, vísceras, aves e ovos também deverão fazer parte do mix de produtos ofertados (atualmente, há apenas peixaria). Entre as outras mudanças estão a adoção de medidas como a substituição de caixas de madeira por palets com chip, o reaproveitamento de resíduos, a geração de energia e o tratamento de água e de esgoto, além de locomoção por meio de carros e bicicletas elétricas e possíveis trilhas para caminhada.

Um relatório ambiental garante ainda que as áreas de mata nativa do entorno devem ser preservadas. Do total de 406,68 hectares disponíveis no local, os platôs e o sistema viário representam aproximadamente 116,86 hectares (28,73 %), sem considerar as áreas para futuras expansões. As áreas protegidas e verdes representam 289,82 hectares.

De acordo com Antônio Augusto Conte, sócio-fundador da Ideal Partners, o projeto é um presente para Alphaville e Tamboré. “Os moradores vão ter acesso a 20 restaurantes típicos do mundo, frutas, comidas orgânicas e flores. Nenhum caminhão ou fornecedor poderá entrar pelo bairro. É claro que esse projeto só vai valorizar a qualidade de vida da região”, conta.

Perspectiva do complexo: do total de 406,68 hectares disponíveis no local, 289,82 são de área verde

Trânsito

O consórcio argumenta que o complexo não trará grande impacto para o trânsito da região. Isso porque, com base nos dados da pesquisa realizada nas portarias do Ceagesp atual, os períodos de maior movimentação de veículos do Novo Ceasa ocorrerão em momentos distintos do período de pico do tráfego urbano. Enquanto o tráfego da cidade é, tipicamente, mais intenso no início da manhã (das 7h às 9h) e no fim da tarde (das 17h às 19h), os períodos de maior demanda do Entreposto ocorrem entre 4h e 7h e 10h e 12h. “Ainda assim, adequações físicas ou operacionais podem ser necessárias, de forma a eliminar pontos de restrição, aumentar a capacidade do sistema viário e mitigar possíveis impactos decorrentes do aumento do fluxo de veículos nessas vias”, conta a Ceasp.

Motivos da transferência

De acordo com o próprio estudo, o modelo atual do Ceagesp envelheceu e dá sinais de exaustão. Está defasado nos pontos de vista econômicos e de logística, além de travar o desenvolvimento da cidade, já que em seus portões passam, todos os dias, mais de 12 mil veículos de carga. De acordo com pesquisas realizadas pelo Centro de qualidade, pesquisa e desenvolvimento da Ceagesp foram registradas 1.249 reclamações: a limpeza foi a principal reclamação, seguida pela estrutura, segurança, logística, organização, fiscalização, horário e conservação.

Encontro de moradores 

No dia 12 de abril, a Ceasp apresentou o projeto do Novo Ceasa em reunião aberta do Conseg Santana de Parnaíba, que foi realizada na SIA – Sociedade Alphaville Tamboré. Cerca de 40 moradores compareceram e tiveram a oportunidade de expor suas dúvidas e receios em relação à mobilidade urbana, ao trânsito, à localização, aos atuais problemas da atual Ceagesp, entre outros pontos.

Eduardo Vargas, membro do Conseg que comandou o encontro, ressaltou a importância da participação da comunidade para discutir os impactos que um megaprojeto como esse pode causar na região.

Os atuais problemas vividos pelo Ceagesp como prostituição, ambulantes, moradores de rua, consumo de drogas, homicídios e elevado desperdício de alimentos, foi levantado pelos moradores. Já os responsáveis pelo projeto ressaltaram a importância de fiscalização constante e que o Novo Ceasa estará em uma área cercada e vigiada. “Estamos falando de um projeto de modernização e inovação e não apenas de uma transferência do atual Ceagesp. Mas nada será feito sem a concordância da comunidade”, disse Rubens Boffino, do escritório de arquitetura Athiê Wohnrath, responsável pela elaboração do projeto – ele também já foi presidente do entreposto.

A proximidade do possível Novo Ceasa ao residencial Itahyê e à mata preservada da região, além da diferença do nível do terreno em relação ao Rodoanel e a capacidade do setor de saúde e segurança do município em atender os seus futuros usuários foram pontos destacados na reunião.

O Governo deve escolher o melhor modelo em maio – quando chega o fim do prazo de 60 dias desde a data da apresentação dos estudos. O Estado não é obrigado a adotar as soluções propostas.

Fonte: Escrito por  Gabriela Ribeiro, da revista Vero