O presidente do SinHoRes Osasco – Alphaville e Região, Edson Pinto, que também é vice-presidente de Relações Institucionais e Governamentais da Federação de Hotéis, Restaurantes, Bares e Similares de São Paulo (FHORESP), participou no último dia 2, do Programa #IdeiaseDebates, da #TVAlesp. O encontro que também reuniu o secretário de Turismo do Estado, Vinicius Lummertz, Nelson de Souza, presidente do Desenvolve SP e o coordenador do programa Crédito Turístico, Eduardo Madeira, abordou entre outros assuntos, os impactos da pandemia do novo coronavírus no turismo de São Paulo.

Ao longo da entrevista, os participantes falaram sobre os principais desafios e expectativas para a retomada do setor e as linhas de crédito do Desenvolve SP voltadas ao amparo às micro, pequenas e médias empresas diante das necessidades geradas pelo cenário da pandemia.

Durante o encontro, Edson Pinto, fez questão de traçar um panorama sobre o atual momento do turismo no Estado e destacar a importância da atuação do secretário Vinicius Lummertz no processo de retomada. “O secretário e sua equipe conduziram a crise com sabedoria e liderança, unindo a categoria e levando nossas demandas ao governo do Estado. Fizemos várias lives e, inclusive, participei em março, de um grupo de trabalho que identificou que um dos gargalos na questão de crédito seria a ausência de um fundo garantidor de 100%, ou quase isso, assegurado pelo governo. Na época, quase ninguém conseguiu, mas hoje, com as ações do Desenvolve São Paulo, os créditos estão bem mais acessíveis”.

Para o presidente do SinHoRes, outro ponto importante que vai contribuir para a retomada da economia no setor é o protocolo higiênico-sanitário de São Paulo, desenvolvido por entidades civis, sindicais, a FHORESP e técnicos do governo. “Nosso protocolo é um dos melhores do mundo e certamente o melhor do Brasil, vem sendo copiado por vários Estados, além disso, somos quem melhor aplica esses protocolos nos nossos hotéis, bares e restaurantes”.

Segundo ele, o ano de 2019 havia apresentado um crescimento nacional de 5%, então 2020 começou com excelentes perspectivas para o setor, com uma expectativa de crescimento de 8%. Porém, vai terminar como o pior da história, com a interrupção das viagens nacionais e internacionais, o isolamento social, o fechamento das empresas e a paralisação de cerca de 90% das atividades turísticas.
“Nós enfrentamos a primeira fase da crise que foi o isolamento, estamos passando pela segunda, que eu chamo de estabilização, e agora estamos projetando a terceira que é a fase da recuperação. Nesse momento cada elo da nossa cadeia está experimentando uma dinâmica diferente. Nessa fase o que se verifica é o retorno da atividade turística doméstica, já que a internacional vai levar mais tempo de maturação”.

Edson explicou ainda que, caso haja uma vacina em 2021, a expectativa do setor é que em 18 meses, ocorra uma recuperação nos níveis de 2019 no setor interno e, em 24 meses, no setor externo.

A estimativa de perda do setor turístico no biênio 2020 e 2021, será em torno de R$ 160 bilhões, hoje, de acordo com o presidente do SinHoRes, o segmento opera com 14% da capacidade de geração de receita. A hotelaria com uma taxa de ocupação de 22% com uma queda na diária média, porque houve diminuição no consumo percapta nos hotéis, com menos consumo nos bares, restaurantes e serviços na hotelaria. Já os bares e restaurantes registram queda de 50% em seu faturamento, sendo a restrição do horário, até às 22 horas, um fator importante da queda, além do receio das pessoas de voltarem a uma vida de lazer dita normal e o home office. “Esses dados são importantes porque o setor de turismo tem uma participação de quase 10% no PIB, levando em consideração situações normais. Esse desempenho fraco do setor repercute na arrecadação de todo o Estado”.

Confira a participação do presidente Edson Pinto:

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