Com qual frequência você avalia a qualidade do alimento que sai da sua cozinha? Se a sua resposta for maior do que a cada quatro meses, você precisa rever esse conceito.

Quando se vai inaugurar uma casa, a primeira atitude do empresário deve ser pedir à cozinha e ao chef que executem todos os pratos do cardápio, para fazer possíveis correções – seja de tempero, ponto de cozimento, apresentação ou, até mesmo, retirar um prato que ainda não chegou à qualidade que se pretende oferecer ao cliente.

Além de avaliar a qualidade, tomar essa atitude demonstra o quanto a equipe precisa de treinamento para alcançar os objetivos.

Reciclagem – treinamento de adequação

Houve um tempo em que isso era chamado de reciclagem (que, na verdade, deve ser encarada como treinamento de adequação). A equipe de cozinha e a de serviços do salão devem passar por essa adequação com certa frequência para manter a qualidade colocada à disposição do público na inauguração e também para melhorá-la.

Um treinamento de adequação, no entanto, serve também para que o empresário possa avaliar a equipe através das impressões passadas pelo consultor em gastronomia, que irá fazer um exame mais apurado dos profissionais, determinando se eles estão preparados para evoluir para cargos com mais responsabilidade.

A ajuda de um consultor

O treinamento e a avaliação podem ser feitas pelo chef de cozinha, mas muitas vezes isso representa um problema, devido ao acúmulo de trabalho. Nesse caso, a figura do consultor entra em ação para que haja foco e uma avaliação isenta e justa.

Garantir a qualidade da sua cozinha envolve muito mais do que simplesmente treinar a confecção dos pratos até a sua perfeição: é necessário observar-se e corrigir quando for o caso, em diversas fases que estão nos bastidores e que o cliente não sabe e nem vê.

Cuidado em todas as etapas até à mesa

Um treinamento completo deve abranger todas as fases em que o alimento passa até chegar à mesa, de forma a verificar onde existem possíveis falhas. Essas fases incluem também a questão de higiene pessoal dos componentes da equipe de cozinha, que muitas vezes é deixada de lado.

Padronizar a forma de trabalho garante que todas as fases estarão compondo a qualidade do produto final e, para isso, o treinamento constante é a ferramenta que dá essa garantia. Além disso, corrige com facilidade desperdícios, erros de confecção, erros de armazenamento e erros de montagem dos pratos (que o funcionário sem esse treinamento acaba cometendo por ter que atender a pressão dos pedidos constantes, causando inconsistências).

O risco da automatização

A causa principal das inconsistências é a automatização. O funcionário faz o mesmo processo tantas vezes que acaba tornando aquilo automático e desfoca a atenção para coisas paralelas, fazendo a qualidade cair. Por isso, é importante fazer uma avaliação e treinamentos com uma frequência mínima a cada quatro meses.

Apesar de muitos empresários acharem que isso representa um gasto talvez até desnecessário, o efeito de um treinamento bem feito, focado e completo aparece com o reflexo direto no caixa que terá um aumento de receita expressivo ao longo de um determinado período e que pode se tornar constante se o treinamento for aplicado periodicamente.

Benefícios do treinamento de adequação

Os principais benefícios vão além e fazem outro efeito interessante ocorrer: o treinamento de adequação descobre talentos, ajuda a movimentar pessoas em cargos diferentes, valoriza o funcionário e ajuda na retenção da equipe, acabando com o turn over.

Em média, um restaurante tem um turn over a cada oito meses – o que torna a operação cara, por conta dos encargos trabalhistas e da contratação de novos funcionários que vão ter que se adequar ao ritmo de trabalho.

O consultor em gastronomia está preparado para observar e corrigir cada uma dessas falhas, devolvendo à empresa, ao chef de cozinha e ao empresário a qualidade nos produtos finais. Além disso, os serviços são executados no tempo certo, há uma retenção e melhoria da equipe, aumento de faturamento e erradicação de focos de desperdício.

Investir em treinamentos constantes torna a administração mais limpa, mais econômica e representa apenas 12% de custo da operação em um ano, menos da metade do que pode ser descoberto apenas em desperdícios. O reflexo no caixa é imediato e, dependendo do método de administração, pode representar um incremento em torno de 8 a 12% só no primeiro mês.

Invista em treinamentos e alcance objetivos com mais precisão e rapidez.

Fonte: Infood