Cometer erros na precificação do restaurante pode afetar diretamente no sucesso da sua operação. Por isso, neste post vamos explicar quais deslizes você não deve cometer na hora de definir o valor cobrado no seu cardápio. Confira!

Erros na precificação do restaurante

Os erros mais recorrentes acontecem devido a decisões erradas na gestão do seu negócio. Caso se identifique com alguma das práticas, não hesite em fazer os ajustes necessários. Afinal, você só tem a ganhar com um gerenciamento saudável.

1 – Vender com preço abaixo do investimento

A princípio parece um tanto óbvio, mas é muito importante que você não subestime a importância de calcular certinho todos os valores gastos na produção dos seus pratos.

Sabendo quanto cada parte custa, será possível entender quais produtos serão melhores para oferecer em promoções no futuro, onde é necessário negociar os melhores custos com fornecedores. Isso tudo porque você já saberá a margem necessária de produção.

Dica de ouro: não misture o seu dinheiro pessoal com o do restaurante!

Quando você tira do seu bolso para comprar um item que está faltando na cozinha, por exemplo, pode acabar fazendo confusão no controle do caixa. Na hora de fazer os cálculos de custo de produto esse valor acaba sendo desconsiderado e você acaba perdendo dinheiro.

2 – Não definir margem de lucro

Esse item segue o mesmo erro do anterior. Ao cobrar menos ou exatamente o custo de produção você está deixando de lado o seu lucro. Não faz sentido, certo?

Para definir essa porcentagem de lucro, lembre-se também que é um erro não dar aquela olhada na vizinhança.
Confira os preços cobrados pelos seus concorrentes próximos e, também, considere a realidade dos seus consumidores. Às vezes, pode ser mais vantajoso ter um lucro menor por refeição, mas receber mais pedidos e ganhar no volume.

3 – Dar descontos sem planejamento

Na empolgação de datas especiais, aniversário ou comemoração de abertura muitos estabelecimentos acabam fazendo muitas promoções. Notícia ótima para os clientes, mas nem sempre positiva para os restaurantes.

Se você sair por aí oferecendo promoções sem ter noção dos seus gastos e lucro a conta não vai fechar. Então, evite prejuízos e faça promoções apenas nos produtos em que a margem permite.

Caso ainda não tenha essa folga para descontos mais agressivos, não significa que seus clientes não terão vantagens. Você pode fazer uso de outros tipos de promoções como um programa de fidelidade e taxa de entrega grátis ou com desconto.

4 – Nunca reajustar preços

Uma vez que os preços sejam estabelecidos não significa que estão escritos em pedra. Os reajustes são inevitáveis, pois os custos de produção estão sujeitos às mudanças provocadas pela inflação.
Por isso, é melhor repassar os novos preços aos poucos para o seu cliente, do que fazer uma mudança brusca de uma vez só.

5 – Não negociar com os fornecedores

O processo de precificação começa antes de ter os pratos prontos! Ao desenhar seu cardápio, você já deve orçar os ingredientes que vão na composição de cada item oferecido. A lógica é simples:
quanto mais opções/mais elaborado > mais produtos > mais investimento.

E, claro, quanto melhor o preço que você conseguir melhor será o preço final para o seu cliente. Por isso, o primeiro passo é montar um cardápio inteligente e, depois, partir para a negociação.

Procure fornecedores confiáveis com bons produtos e que sejam abertos para essa conversa. Afinal, essa deve ser uma parceria de longa de data.

Definir os preços corretamente é um processo trabalhoso, mas que vale a pena para cobrar preços justos e entender de fato qual é o seu lucro. Então, quanto antes você começar antes perceberá os frutos dessa organização.

FONTE –Blog Vitto